quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A GUERRA CIVIL NO BRASIL

Após ter acesso a leitura da MAPA DA VIOLÊNCIA 2012 - A COR DOS HOMICÍDIOS NO BRASIL, do autor Julio Jacobo Waiselfisz, fiquei estarrecido com os números, totalmente chocantes. É motivo de muita preocupação e ninguém se fala do assunto. A "nossa mídia" divulga mais os acontecimentos externos do que os do nosso país. 

Os dados são de GUERRA e quando junta, os programas sensacionalistas, a capacidade inoperante dos Governos, uma justiça preconceituosa, um rebanho de políticos lacaios, realmente estamos vivendo uma guerra civil. 

lembro-me das vezes que fui a sepultamentos de amigos no complexo de cemitério mais popular de Salvador, o de Baixa de Quintas, no ano de 2014 e  em janeiro de 2015, a lotação do complexo, todas as salas de velório ocupadas e a comoção  de familiares lamentando a morte violenta de seus ente queridos, na sua maioria negro, residentes de periferia e jovens.

E hoje, 15/01/2015, vejo no meu Google+ a matéria de Luiz Surianni que segue abaixo, achei pertinente compartilhar com você amigo, com você amiga. 

LUIZ SURIANNI

Compartilhada publicamente  -  Ontem à(s) 14:20
 

O ATAQUE COVARDE AOS FUNCIONÁRIOS DO JORNAL CHARLIE HEBDO, E AOS POLICIAIS, CHOCAM O MUNDO, MAS ISSO ACONTECE DIARIAMENTE NO BRASIL, E NINGUÉM FAZ NADA

BANDIDOS COVARDES MATAM FRIAMENTE, MESMO QUE A VÍTIMA NÃO REAJA.

COM MAIS MORTES QUE IRAQUE, BRASIL ESTÁ EM GUERRA E NÃO SABE.

Vivemos em um país em guerra, mesmo que não declarada. Esta é uma das conclusões possíveis a partir da leitura do estudo Mapa da Violência 2013, realizado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e divulgado hoje. Cerca de 170 mil pessoas foram mortas nos 12 maiores conflitos no globo entre 2004 e 2007 (veja tabela abaixo). No Brasil, mais de 200 mil perderam a vida somente entre 2008 e 2011.

Isto tudo sem que o país viva "disputas territoriais, movimentos emancipatórios, guerras civis, enfrentamentos religiosos, raciais ou étnicos, conflitos de fronteira ou atos terroristas", lembra o levantamento.

O número de assassinatos no Brasil é 274 vezes maior do que em Hong Kong, 137 vezes maior do que na Inglaterra e 91 vezes maior do que na Sérvia, segundo o estudo divulgado hoje.

Há dois anos - época dos últimos dados disponíveis - foram registradas mais de 50 mil mortes, o que confere ao Brasil uma taxa de 27,1 homicídios para cada 100 mil brasileiros. Desse total, cerca de 40% (18 mil pessoas) eram jovens entre 15 e 24 anos.

"São números tão altos que torna-se difícil, ou quase impossível, elaborar uma imagem mental, uma representação de sua magnitude e significação", afirma Jacobo, autor da pesquisa.

Segundo o sociólogo, a cultura da violência (caracterizada pelo hábito de resolver conflitos por meio da agressão), a certeza da impunidade (apenas 4% dos assassinos vão para cadeia) e a indiferença da sociedade com o grande número de mortes estão entre as causas do fenômeno. "A vida humana vale muito pouco", resume o pesquisador, que é argentino.

É preciso observar que a magnitude da violência vista no país não tem equivalência nas nações que possuem dimensões e populações maiores ou similares à brasileira. Só o México chega perto.

( LUIZ SURIANNI )

quinta-feira, 6 de junho de 2013

SÃO POUCOS, MAS AINDA TEM POLÍTICOS SÉRIOS



 
Considero super importante a minha ida à Brasília, participar da Audiência Pública no Senado Federal sobre Direitos da Pessoa Idosa: Uma questão de cidadania, em 27 de maio de 2013, num momento em que me encontro muito discrente com a política brasileira, em especial com os políticos. Não que a ida a Brasília tudo ficaria bem. É que  me lembrei do tempo da ditadura militar, onde jamais poderíamos ter a liberdade que temos hoje, inclusive de criticar duramente um governante ou parlamentar. Cabeças rolariam literalmente.
A democracia é muito importante para o desenvolvimento de uma Nação, porém a roubalheira desenfreada dos nossos políticos nos envergonham profundamente. Não se pune, não se confisca bens, não se prende. Não se tem vergonha na cara, não se tem honra nem dignidade; aqui enumeraria muitos nãos.


 
 Ainda sinto o cheiro da podridão de grande parte dos nossos políticos, que se elegem com um tipo de discurso e assim que assumem dão uma bela banana para a população, que por sua vez deixa barato. Vamos acordar! vamos acordar!

Indignação a parte, tive a grata satisfação de conhecer pessoalmente o Senador do PT, Paulo Paim, político honrado, muito combativo, que particularmente só conhecia pela TV Senado e pelo rádio na “Hora do Brasil”. Nascido em 1950 em família pobre, começou a trabalhar aos oito anos de idade amassando barro numa fábrica de vasos em Caxias do Sul.
O povo Gaúcho tem o privilégio de eleger um político desse quilate. Um Senador, que sendo do governo, não deixa de discordar quando propostas ferem os direitos da sociedade civil, dos trabalhadores e aposentados. São seus valores morais acima do partido político. Os nossos políticos na sua grande maioria são tão malfeitores e canalhas, que conhecendo uma minoria de políticos dignos, nos dão a esperança que um dia as coisas  possam mudar para melhor, porque, pior do que está, nem no inferno.
 
 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

PROJETO CIDADÃO NA QUARTA DO BEM 2012

O Instituto para Educação, Cultura e Desenvolvimento – Projeto Cidadão participa pelo 3° ano consecutivo, a convite dos organizadores do Camarote Via Folia ao Projeto Quarta do Bem. Que consiste numa organização conjunta entre o pessoal do camarote Via Folia, os coordenadores de projeto sociais, ONG´s, Creches e etc. e vários patrocinadores.
O resultado é uma tarde maravilhosa com crianças que talvez não tivesse a oportunidade de frequentar um ambiente como este as véspera do Carnaval de Salvador, com uma super estrutura, tudo de primeira qualidade como aliás, é a marca do Camarote Via Folia, quem frequenta sabe do que estou falando.
A Família do Bem coroando Rei Mominho, Rainha e Princesa
Foram 500 crianças de diversas instituições, todas receberam seus abadás e fomos recepcionados com muita alegria pela coordenação e equipe do Projeto Quarta do Bem, as crianças se fartaram nos lanches, curtiram o show da Trupe do Palhaço Chumbinho. A escolha do Rei Mominho, Rainha e Princesa do Carnaval da Quarta do Bem foi um show a parte, onde Neto se emocionou ao coroar a Rainha.
Nas reuniões que antecederam o evento os depoimentos foram unânimes, as crianças ficam esperando o momento de participar da grande festa, evidentemente e não por acaso que todos os coordenadores das entidades afirmam que condiciona o bom comportamento para participar desse carnaval especial.
Nossa turminha no raro momento de descanso
Nós levamos 59 crianças de 4 a 11 anos, do Cabula e Boca do Rio (Rua do Caxundé) e um reforço de 08 monitores (Sérgio, Bruna, Bete, Maria Augusta, D. Dedé, Roberta, Bianca e eu) onde aproveito para agradecer a todos e dizer que sem o apoio de cada um seria impossível levar tantas crianças, agradecer também a companheira Vânia Galvão (Vereadora) que atendeu nossa solicitação e cedeu-nos um ônibus que ficou a nossa disposição, agradecer em especial a Neto, Aloísio, Romilda, Daniel e todos os funcionários do camarote.
Olha que maravilha, na saída ainda tem kit lanche e presentes
Jean Cássio
Nossas crianças amaram a festa e se Deus assim nos permitir estaremos lá no ano de 2013.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O ROLO COMPRESSOR DO GOVERNO DA BAHIA


O Governo Wagner fora da propaganda política

Eu não posso deixar de registrar aqui no meu instrumento de manifestação e liberdade de expressão a indignação com o Governo Jacques Wagner e todos os deputados aliados do governo por ter passado o ROLO COMPRESSOR NO FUNCIONALISMO PÚBLICO ESTADUAL, aprovando, sem dó, uma lei que limita o atendimento médico no PLANSERV, além de encarecer financeiramente o nosso já combalido salário. A falta de uma ação energica do governo e gestores do PLANSERV nas clínicas que fazem trambiques para faturar mais, contando com a desorganização e falta de fiscalização do governo, fazem com que os justos paguem pelos pecadores.

O dia 31/08/2011, para mim foi histórico; histórico porque pude ver com os meus próprios olhos o rolo compressor do Governo Wagner, um governo que eu ajudei a colocar lá, um governo que eu acreditava que iria resolver os problemas do Estado da Bahia e evidentemente dos servidores públicos estaduais, que tanto os governos anteriores masacraram. O que vi foi sinistro, os que “ontem” brigavam, representavam os servidores com maestria. “Companheiros de luta” daquela época em que se pensava em tomar o poder, fazer representar o povo no poder, expurgar o carlismo do chão da Bahia. Não mudou nada, aliás, só à época porque os métodos são sem dúvidas alguma os mesmos.

A decepção maior não foi somente com o projeto do governo que penalizava o funcionalismo público, mas, sobretudo pela aquiescência imparcial, cordeira dos Deputados da base do governo, em especial do PT, PC do B que históricamente eram os partidos dos sindicatos, ou seja, os partidos que defendiam os interesses dos trabalhadores. Pois bem, estes Deputados e Deputadas ignoraram suas histórias políticas e diantes dos olhos do povo que os elegeu deu as costas e ficou contra o funcionalismo público.

Eu vou exigir do meu sindicato um cartaz com a cara de TODOS os deputados e deputadas que votaram contra os servidores públicos e seus dependentes, porque não era dessa forma que fazia a Central Única dos Trabalhadores – CUT e outras centrais sindicais. Não é muito mas quero que todos experimentem um pouco do próprio veneno.

Para não ser injusto houve um deputado da base aliada do governo que estava declaradamente a favor dos servidores, que foi o Deputado Capitão Tadeu - PSB.

A seção ordinária teve início às 9:40 da manhã na Assembléia Legislativa da Bahia, no CAB e encerrou às 23:54 com uma derrota anunciada para o funcionalismo público estadual de 39 votos a favor do governo, 20 votos a favor dos servidores, 03 ausências e 01 voto perdido do Presidente da mesa (que não vota).

Até as próximas eleições “C O M P A N H E I R O S”

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Projeto Cidadão vai atuar na Boca do Rio

O Instituto para Educação, Cultura e Desenvolvimento - Projeto Cidadão acaba de firmar uma parceria com a Associação Tranza Atletico Clube, Rua do Caxundé – bairro Boca do Rio, (20\02\2011) parceria esta que vai proporcionar as crianças do Caxundé, inicialmente com idades entre 5 a 12 anos e de ambos os sexos, participar do Projeto Cidadão bem pertinho de casa.

O primeiro voluntário para iniciar as atividades logo após o Carnaval é o morador Roberto Tavares dos Santos, 31 anos, também conhecido como Professor Topojijo pertencente à familia de Capoeira do Mestre Bozó, Associação de Capoeira Regional da Bahia, fundada em 23 de Agosto de 1972, filiada a Federação de Pugilismo da Bahia.

Roberto, ou Prof. Topojijo, chegou recente da França onde passou sete meses trabalhando como professor de capoeira na terra do Presidente Sarcozi.

O próximo passo será garimpar na propria comunidade outros artistas a fim de que possamos ter outras oficinas.

No Caxundé é assim o que não falta é criança e para dar o ponto de partida com o pé direito fomos convidados a participar da “Quarta do Bem” evento do Via Folia, uma camarote de Ondina que uma semana antes do Carnaval convida algumas entidades filantrópicas que trabalha com criança para participar do carnaval espacial promovido pelo dono do espaço.

O Projeto Cidadão não apenas fará trabalho com as crianças, mas com as mães, porque muitas são jovens outras também trabalham o dia inteiro, a rua não oferece segurança para as crianças, falta espaço de lazer, orientação aos pais em geral e tudo aquilo que é necessário para o bom desenvilvimento do “pequeno (a) cidadão (ã)”.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

MANDELA - a luta pela liberdade

Sinopse do filme
Na África do Sul da Apartheid, nos anos 60, o agente penitenciário James Gregory (Joseph Fiennes) é promovido para uma prisão de segurança máxima em uma ilha próxima à Cidade do Cabo. Por ter crescido perto de uma comunidade negra, ele é um dos poucos brancos que sabe fluentemente o dialeto Xhosa, por isso consegue uma vaga como chefe do setor de censura no prédio onde está preso o perigoso terrorista Nelson Mandela (Dennis Haysbert). Lá, ele cuidará das cartas que chegam e saem da ilha, para se certificar de que a comunicação dos criminosos seja segura.
Acostumado com o fato de que os negros querem matar todos os brancos para tomar a África para si, Gregory e sua f
amília não se incomodam com a hostilidade e violência com que este povo é tratado, assim como pensa toda a população branca. Porém, com a convivência com Mandela, o agente passa a ver que nem tudo é como as autoridades lhe contam. À medida que o líder negro conta para ele suas convicções e os ideais pelos quais seu povo luta, o carcereiro vai notando que talvez ele esteja do lado errado, o lado dos verdadeiros terroristas. Com mulher e dois filhos para criar, sem chance de outra profissão fora da vida militar, James fica em um impasse sobre o que deve fazer com o futuro de sua carreira.
O respeito pela figura de Nelson Mandela se torna maior, assim como suas atitudes em prol do governo atual parecem resultar em tragédias das quais ele se sente culpado. Pressionado para ficar, já que é o único a entender o dialeto dos negros, Gregory precisa tomar decisões que influenciarão no futuro do país e que poderão fazer com que se funde uma nova África do Sul.
Baseado na biografia do carcereiro que acompanhou a prisão de Nelson Mandela por uma grande parte dos 27 anos em que ficou preso, Mandela - A Luta Pela Liberdade é dirigido pelo dinamarquês Bille August, o mesmo de Casa dos Espíritos e Os Miseráveis. Para o papel do líder africano, foi escolhido Dennis Haysbert, conhecido por representar o presidente estadunidense no seriado 24 Horas. O filme participou da seleção oficial do Festival de Berlim de 2007, onde conquistou o Prêmio da Paz.


Fonte: Cultura Hip Hop





Meus caros educandos e professores do Colégio Estadual Governador Robertos Santos - noturno.

Este espaço é para que cada um de vocês que assistiu o filme possa fazer seu registro neste Blog, loga abaixo na parte de comentário, onde você pode expressar do seu jeito o que achou da idéia do filme no Teatro da Uneb, o que achou do espaço, que lição você tirou filme, você comentou com algum colega que não foi? de 0 a 10 que nota você daria ao filme?

Sua opinão é muito importante para dar continuidade ou não os Projeto Aula Fora da Escola.
O comentário agora é todo seu, mande brasa!

terça-feira, 26 de maio de 2009

DIÁRIO DE BORDO

Pedagogia da Autonomia



VISITA A UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ - UNOPAR

Londrina-PR, 14 de maio de 2009.

Eu dedico esta escrita a todos os meus colegas da UNOPAR VIRTUAL, por este Brasil afora, em especial a Bahia e mais especial ainda ao Pólo de Pau da Lima, Salvador.
Eu realizei um sonho de conhecer a UNOPAR em Londrina, Município do Norte do Paraná. Toda minha expectativa foi superada, acreditem!

“Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado, mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Está é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado”.
Paulo Freire

Primeiro que a hospitalidade do povo é igual ao Soteropolitano, isso mesmo igual habitantes de Salvador, que adoram receber bem o turista seja de onde for. Nos coletivos, nas ruas, nas lojas, na Universidade, enfim em todos os lugares as pessoas falam com você com uma alegria enorme, você não sente falsidade, parece ser do fundo da alma ou do centro do coração, sei lá.

Caros colegas, a Profª. Cidinha é uma MARAVILHA de pessoa, “colou comigo” (gíria da Bahia) e foi me apresentando em todos os departamentos, nas salas de professores, nos estúdios, olha! Ela fez um Tour comigo em todas as dependências da Universidade.

Fui recebido também pela Profª Elisa Maria de Assis que é Pró-Reitora de Ensino a Distância, além de me dar as boas vindas me presenteou com uma pasta personalizada de couro lindíssima, com folders, caneta, suporte de mouse e alguns exemplares de revistas da UNOPAR, para que eu pudesse perceber a grandeza que é a instituição. Em retribuição eu a presenteei com um protótipo de berimbau, feito artesanalmente em Salvador, que eu levei junto com uma listinha de 28 professores, todos que ministraram as diversas disciplinas do nosso curso de Pedagogia, desde o I Módulo até o VII Módulo, que estamos concluindo agora. Cada professor ou professora de minha lista recebeu pessoalmente a lembrancinha em nome de todos os baianos, apesar de meu pólo ser de Pau da Lima em Salvador, fiz questão de presenteá-los em nome todos os alunos, tutores de sala, funcionários e coordenações administrativa, acadêmica e pedagógica de todos os pólos da Bahia.

São 2.374 km de distância entre Salvador-BA e Londrina-PR.
“Os sonhos devem ser ditos para começar a se realizarem. E como todo projeto, precisam de uma estratégia para serem alcançados”. (Paulo Freire)

Você colega, teria uma idéia de como são as coisas na UNOPAR VIRTUAL? Pois bem, eu tinha uma noção que era grande, mas é GRANDIOSO, e tem perspectiva de ficar maior, tem mais de 600 professores especialistas, tutores eletrônicos, cada um com aproximadamente 150 alunos de todas as partes do Brasil, 07 estúdios altamente equipados com tecnologia de ponta, um gerador de energia que dá para iluminar uma cidade inteira, de prontidão para o caso de necessidade, ou seja, se faltar energia em Londrina tudo continua funcionado como se nada tivesse acontecido, dezenas de funcionários, técnicos de manutenção, serviços gerais, uma recepção que faz o controle de todos que entram e saem com seus cartões magnéticos, nas catracas eletrônicas. Tudo muito bem organizado. Pudera, são mais de 130 mil alunos, 13 Graduações e 11 Pós-Graduações. Olha que só estou mencionando apenas uma fatia do bolo que representa a Pró-Reitoria de Ensino a Distância, que é a UNOPAR VIRTUAL. O restante da fatia representa as outras Pró-Reitorias de Pesquisa e Pós-Graduação, Pró-Reitoria Acadêmica, Pró-Reitoria de Ensino e Extensão e todos os seus Campi.

Em relação à parte da minha visita a Unopar Virtual o que me chamou a atenção foi o fato de saber e ao mesmo tempo constatar que cada tutor ou tutora eletrônica tem que ter o conhecimento de todas as disciplinas que estudamos, além, é claro de estar em sintonia com a aula dada, porque é o tutor que tira as dúvidas, orienta, corrige e avalia todos os trabalhos. Quanto mais agora com as novas regras do MEC, as respostas dissertativas nas PCIs, Web Aulas e Fóruns. É uma loucura total. Assemelha-se um pouco com pregão de bolsas de valores, só que com mais pessoas e sem aquele grita-grita, aqui é quase tudo silencioso, tem muito trabalho, uma correria cadenciada, que é assim “cada um no seu quadrado”, os tutores e tutoras lá, frente ao monitor concentrados nas aulas, a idéia que me passou foi que os tutores conhecem os alunos como se estes fossem presenciais, por exemplo, quando a profª Cidinha falou da competência de Sidnei, nosso professor de Salvador, eu senti que ela falou com base, além do mais ela não o conhece pessoalmente, mas você pode dizer: sim, mas Sidnei é professor, eu respondo citando outra observação. Cidinha (olha a minha intimidade) estava me mostrando como é que ela organiza as coisas, como é a avaliação, então foi me mostrando uma lista enorme de alunos e parou em “um qualquer” qual foi o nome que caiu, meu colega Gilmário ela disse, com voz suave, porém firme, olha aqui, este rapaz tem conteúdo você consegue ver nas entre linhas que ele é bom, pegou outra, como se fosse um sorteio e disse Jocimeire é da sua sala, ela é boa e foi falando de alguns colegas do mesmo kilate, (que eu não vou comentar para não criar animosidade entre colegas) porque não era intenção dizer quem era bom e quem não era, entende? Apesar de que em nenhum momento ela me disse este aqui não tem condições, dentro da sua ética profissional ela foi sincera e falou claro que tem alguns fracos, tímidos, mas que estão na média.

O que me deixou um pouco decepcionado foi quando ela disse que teve que dar conceito bom para grande parte dos colegas da minha sala por ter copiado uma resposta, ela me mostrou e disse “olha aqui este erro de português” (em uma frase que não me recordo) “até o erro foi copiado, estão todos iguaizinhos”, e ela disse o seu está aqui, não foi copiado não, disse. Não fiquei apreensivo porque, claro, a resposta foi minha. Entretanto eu achei incrível como ela é capaz de envolver-se com cada um dos seus 151 alunos, corrigindo, orientando, avaliando. Gente, não é moleza não, só vendo para crer.

Um detalhe, e como não poderia deixar de ser diferente em relação a cidades brasileiras, os professores e professoras, a grande maioria, se não for todos, trabalham em outros lugares, como faculdades, escolas públicas e particulares, ou seja, mesmo com tanto trabalho eles têm que garantir uma segunda renda. Como na maioria do Brasil, inclusive em outras categorias profissionais.

Eu não titubiei claro aproveitei para conversar com a Profª Juliana Suzuki que é mestra em novas tecnologias, (aquela que nos deu a primeira aula do Modulo VII), porque meu TCC é sobre tecnologia da Educação na Inclusão de jovens e Adultos, eu não iria perder a oportunidade de beber da fonte. Em meio às conversas, depois que ela me forneceu várias referencias bibliográficas e me incentivou bastante para que eu continue graduando, pós-graduando, mestrando e etc. eu perguntei: Profª, desculpe a invasão de privacidade, mas a senhora tem uma vida normal, assim com a família, com o lazer, nos finais de semanas, eis o que ela me disse: “Antonio Jorge, agora está um pouco melhor, mas depois das mudanças propostas pelo MEC tivemos que escrever todos os livros, o MEC não aceita mais livros didáticos, então temos que pesquisar, escrever, elaborar todos os materiais complementares, enfim, desde o ano passado que ficamos aqui trabalhando até nos finais de semana, o Natal só foi o dia, porque no dias seguintes estávamos aqui trabalhando, o Ano Novo da mesma forma. Depois desse trabalhão todo a editora que foi escolhida não deu conta de produzir todos os livros, resultado, 10% dos alunos estão recebendo os livros agora e com isso nós não podemos aplicar provas, se o aluno não tem o livro como que ele faz a prova?”.

No dia seguinte, quarta-feira, dia e hora que eu, se estivesse em Salvador, estaria em sala de aula com meu professor e colegas, de repente a professora Cidinha me disse: A Pró-Reitora autorizou você a entrar na aula do Prof. Fábio Luiz da Silva e dar um alô para o pessoal de Salvador. “Rapaz” (outra expressão da Bahia) me deu um frio na barriga, eu tinha que ser rápido, o tempo do intervalo já estava no fim, estão o Prof. Fábio deu a deixa para eu entrar e dar um olá para os colegas, foi rápido. Imagine, eu já havia quebrado o protocolo ao entrar no estúdio, não queria atrapalhar a aula, mas disse aos meus colegas: “Olha, estou aqui, não disse que vinha? A UNOPAR é de verdade, professor Sidnei seu conceito aqui é alto”, mais ou menos assim, quando a gente fica nervoso não lembra de tudo, (rs). Mas foi muito legal, quando eu voltei à sala de triagem das perguntas dos alunos, quase TRÊS MIL colegas de pedagogia conectados naquele momento, “bombou” mensagens, que eu era lindo, alunos de Pólos do Paraná, bem próximo de Londrina, nunca se interessaram em visitar a UNOPAR e um aluno de Salvador, muito mais longe foi, mensagem da minha sala enviada pelo Prof. Sidnei e outras mensagens que eu não poderia ficar lendo para não atrapalhar o processo da aula, é tudo muito dinâmico. Depois a Pró-Reitora colocou uma cadeira dentro do estúdio e me convidou para assistir a aula até o final, ao lado do Prof. Fábio, Antonio o tradutor de LIBRAS e os técnicos. Enfim, foi uma noite para entrar para a história.

“Confia no Deus eterno de todo o seu coração e não se apóie na sua própria inteligência. Lembre-se de Deus em tudo o que fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo”.
Provérbio Bíblico

Colegas, sabem o que me deixou mais orgulhoso na minha visita? Um doce para quem disser. Meu professor Sidnei Lima, nosso professor tem o maior conceito entre todos os professores por aqui, sei que isto não vai deixa-lo vaidoso, muito pelo contrário vai aumentar a sua responsabilidade nas aulas, nas intervenções, nas mediações e no diálogo com os professores da Base. Eu fiquei muito orgulhoso por ele ser nosso mestre. Sei que não é tarde, mas se a minha turma fizer mais silêncio vamos aproveitar mais o que este conceituadíssimo professor tem a nos ensinar, ainda há tempo.

Senti falta do Prof. Fernando Zanluchi, aquele de Psicologia da Educação, Módulo I, dávamos muitas risadas com ele. No momento ele está em tempo integral no seu consultório de Psicologia. Mas aqui todos gostam dele e se divertem só em lembrar das loucuras que ele fazia (loucura no bom sentido), quer relembrá-lo, busque no link das aulas passadas e escolha o nome do referido professor.

A tutora eletrônica Maristela Laranjeira também é uma figura muito divertida. No meio de tanta seriedade no trabalho se não tiver algum para quebrar o gelo vira um tédio.

Professor João Vicente Hadich, de Filosofia, também do Módulo I, parece um menino, mas tem um cabeção! Quero dizer tem muito conteúdo intelectual incrível, como nosso Prof. Sidnei, também cabeção.

Profª Luciana Trindade, não foi nossa tutora, mas eu simpatizei de cara, quando Cidinha estava do meu lado direito ela estava no esquerdo e vice-versa. Uma pessoa fantástica, até disse que vai aparecer na minha casa com marido e filhos para passar umas férias.

Profª Cidinha, nossa que pessoa linda por dentro e por fora, muito atenciosa, carinhosa, dedicada, há! Nossa ficou muito feliz com a minha visita, eu meio “cabreiro” para não atrapalhar o trabalho dela e ela o tempo todo do meu lado, junto com a Profª Luciana, saia resolvia uma coisa e voltava novamente, saia outra vez para verificar a caixa de mensagem dos alunos, respondia alguma coisa e voltava, Luciana fazia a mesma coisa, eu nunca ficava sozinho, já pensou, eu ali no meio das duas, como é que podia pensar em sair, aonde!!! (rs).

“A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante”. (Paulo Freire)


Marieta Severo e Andréia Beltrão
No meu retorno a Salvador enquanto espera o vôo no aeroporto de Congonhas-SP encontrei estas duas figuras muito simpáticas e aproveitei a "Grande Familia" para tirar uma foto de recordação. Uma pena que não deu tempo de convidá-las para um jantar (rs).